Nuno Cardoso / Ao Cabo Teatro • Timão de Atenas [Estreia]

    Quando:
    13 Abr 2018 > 14 Abr 2018 todo o dia
    2018-04-13T21:30:00+01:00
    2018-04-14T21:30:00+01:00
    Onde:
    Rivoli
    Teatro Municipal do Porto Praça D.João I
    4000-295 Porto
    Portugal
    Custo:
    7,5€
    [:pt]Nuno Cardoso / Ao Cabo Teatro • Timão de Atenas [Estreia][:] @ Rivoli | Porto |  | Portugal
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    TEATRO
    SEX 13 ABR ⁄ 21h30 & SÁB 14 ABR ⁄ 19h00

    Nuno Cardoso / Ao Cabo Teatro
    Timão de Atenas
    [Estreia / Coprodução]

    > Grande Auditório • RIVOLI
    Bilhetes 7,50EUR • M/12: http://bit.ly/2tQLXox

    “Timão de Atenas” é a mais implacável obra de Shakespeare sobre a misantropia e constitui quase um insulto moral à depravação humana, recusando suavizar a angústia e a amargura resultante do embate frontal que se produz no seu seio com a avareza e a ingratidão.
    Na sua corrosiva visão da loucura humana, Timão de Atenas assemelha-se a Coriolano pelo desencanto na constatação da prevalência da futilidade comodenominador comum da vida. Ontem como hoje, conflitos políticos terminam em impasses ou na vitória dos oportunistas; a população e seus líderes são instáveis e medrosos; a virtude cede ao interesse. O retrato que Shakespeare faz de nós em “Timão de Atenas” é surpreendente na sua contemporaneidade. Na acuidade da reflexão e critica da natureza política e social da humanidade, por mais globalizada e digitalmente comprimida que esteja. No sarcasmo edesanimo para com a absurdidade trágica da vida. Neste sentido esta peça permanece sombria e desalentadora até o final, constituindo um severo retrato da vilania humana e da corrupção. A ganância humana, com a qual Timão de Atenas está tão ocupada, presta-se ao olhar contemporâneo, pela sua absoluta presença no nosso quotidiano. O que é depressivo na ganância é sua insidiosa normalidade A avareza não parece ordinariamente aterrorizadora, ela é só desagradável, ridícula e incrivelmente tenaz. Por isso, não é de estranhar que os personagens nesta peça, tal como num reality-show, são praticamente todos tipos ou abstrações sociais, despersonalizados e distantes. Não há vilões apenas fracos e tolos.
    — Nuno Cardoso / Ao Cabo Teatro

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    Com direção artística de Nuno Cardoso, a companhia Ao Cabo Teatro busca sistematicamente nos repertórios clássico e contemporâneo a matéria poética que alimenta uma ideia de teatro como máquina de interpretação e reescrita do presente. A cada novo projeto, mobiliza uma equipa coerente no exercício de um modelo de criação que constrói universos significantes através do enfrentamento contínuo de saberes e linguagens teatrais. Nos últimos anos, visitou recorrentemente a obra de Tchékhov (Platónov, 2008; A Gaivota; 2010; As Três Irmãs, 2011) e a de Shakespeare (Ricardo II, 2007; Medida por Medida, 2012; Coriolano, 2014) e viajou por Tennessee Williams (Jardim Zoológico de Cristal, 2009), Eugene O’Neill (Desejo sob os Ulmeiros, 2011), Friedrich Dürrenmatt (A Visita da Velha Senhora, 2013), Sófocles (Ájax, 2014), Lars Norén (Demónios, 2014) e Jean Racine (Britânico, 2015).

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    Nuno Cardoso iniciou o seu percurso teatral no CITAC – Círculo de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra. De 1998 a 2003, foi diretor artístico do ANCA. No TNSJ, assumiu a direção artística do Teatro Carlos Alberto entre 2003 e 2007. Como criador residente no TNSJ encenou “Pas-de-Cinq + 1”, de Mauricio Kagel (1999), “O Despertar da Primavera”, de Frank Wedekind (2004), “Woyzeck”, de Georg Büchner (2005), e “Plasticina”, de Vassili Sigarev (2006). O seu percurso inclui ainda as encenações de “Ricardo II”, de William Shakespeare (TNDM II,2007), “R2”, a partir de Shakespeare “Boneca”, a partir de Henrik Ibsen (Cassiopeia, CCVF/TNDM II/Theatro Circo, 2007), “entre outros. Para a Ao Cabo Teatro encenou “Antes dos Lagartos”, de Pedro Eiras (2001), “Purificados”, de Sarah Kane (2002), “Medida por Medida”, de William Shakespeare (2012), “Porto S. Bento”, criação coletiva (2012), “A Visita da Velha Senhora”, de Friedrich Dürrenmatt (2013), “Class Enemy”, de Nigel Williams (2013), “Coriolano”, de William Shakespeare (2014), “Demónios”, de Lars Norén (2014), “Britânico”, de Jean Racine, e “Arquipélago”, criação colectiva. Assume desde 2002 a direção artística do Ao Cabo Teatro.

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    Teatro Rivoli
    Terça a Sexta 13h00 – 22h00
    Sábado 14h30 – 22h00
    Domingo – Encerrado exceto em dias de espetáculo
    Em dias de espetáculo a bilheteira mantém-se aberta até 30 mins. após o início do mesmo.
    Tel. 22 339 22 01
    [email protected]

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