Momento II – “as cores das primeiras palavras dos gestos”

    Quando:
    22 Abr 2017 10:00 > 19:00
    2017-04-22T10:00:00+01:00
    2017-04-22T19:00:00+01:00
    Onde:
    Espaço MIRA
    Rua de Miraflor 159
    4300-334 Campanhã
    Portugal
    Custo:
    Grátis
    [:pt]Momento II - "as cores das primeiras palavras dos gestos"[:] @ Espaço MIRA | Campanhã |  | Portugal
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    No próximo sábado, 22 de abril, o Espaço MIRA apresenta o segundo momento de

    “as cores das primeiras palavras dos gestos”
    com Tania Alice, Alexandre Osório, OCP e Jorge Gonçalves

    Curadoria: José Maia e Hugo Cruz
    ENTRADA LIVRE!

    PROGRAMA
    Estação de Campanhã, 10h
    “Ensine-me a fazer arte” | momento I
    de Tania Alice
    Performance (duração aproximada 180´)

    Espaço MIRA, 16h
    “O Livro da Selva”
    de Alexandre Osório
    Performance (duração aproximada 30´)

    Pátio MIRA, 16h30
    OCP _ operador de cabine polivalente
    de João Ricardo
    Música-Performance (duração aproximada 60´)

    Espaço MIRA, 17h30
    “A Suspended Gesture”
    de Jorge Gonçalves
    Performance-dança (duração aproximada 50´)

    Espaço MIRA, 18h30
    “Ensine-me a fazer arte” | momento II
    de Tania Alice
    Performance (duração aproximada 180´)

    :::

    “Ensine-me a fazer arte” de Tania Alice
    Tania Alice propõe uma performance que seja considerada “arte” pelas pessoas que encontrará na cidade do Porto. A artista inicia a performance num primeiro momento na Estação de Campanhã, centro pendular da freguesia. Durante 3 horas poderá ser vista com um cartaz com a frase “Ensine-me a fazer arte”. Após a recolha de diversos testemunhos, a artista volta à galeria Espaço MIRA para apresentar o segundo momento da performance, concretizando as sugestões recolhidas com ou sem a participação do público da galeria.

    “O Livro da Selva” de Alexandre Osório
    Sabemos que a nossa liberdade intelectual é condicionada pela posse de bens. A privação dos mesmos tem impacto em todas as áreas da nossa vida, provocando alterações e constrangimentos na construção de uma identidade individual.
    Vivemos num espaço onde as oportunidades não circulam livremente. Pode parecer uma afirmação brutal, e é, mas por mais que falemos de democracia, de facto pouco de verdadeiro se encontra na teoria de que o génio floresce onde nasce, tanto nos ricos como nos pobres.
    A História está repleta desses exemplos.
    Como é que chegámos aqui?
    Como conseguimos continuar a inventar possibilidades de futuro estando conscientes do entulho que nos submerge?
    Num campo coberto de despojos ou cheio de vazios ainda será possível construir alguma coisa?

    Texto: Alexandre Osório (a partir de “A Room Of One’s Own”, de Virginia Woolf)
    Figurinos, cenografia e adereços: Alexandre Osório
    Sonoplastia: Pedro Lima e Alexandre Osório
    Design Gráfico e Produção Executiva: Alexandre Osório

    OCP – operador de cabine polivalente
    O que o operador de cabine polivalente nos propõe é a re-descoberta da calma e da lentidão num mundo de vertigem e em rápida mudança.
    Aqui, a sugestão advém dos sons, que nos remetem para um universo onírico, induzido por suaves oscilações e interacções das diversas camadas sonoras.
    A brandura das cadências, a subtileza das transições e a ausência de uma marcação rígida, batem-se contra a ditadura do relógio, pela suspensão do tempo/espaço (ainda que por um instante…).

    “A Suspended Gesture” de Jorge Gonçalves
    O projeto debruça-se sobre o texto Ájax de Sófocles para investigar processos linguísticos de práticas de indexação, interpelação e focalização, em específico, no modo como o performer, a partir da exploração da relação entre linguagem e movimento, desenvolve estratégias de interpelação e intervenção com o público. Em palco, o performer está com o público em redor de si e vai desdobrando dois modos de ficcionalizar, um pela instalação do espaço da narrativa no espaço teatral e pela atribuição de personagens a alguns elementos do público, outro pela redução do texto a palavras deícticas de forma a que o público estabeleça a sua própria ficção sobre os acontecimentos. Desta forma, o performer orquestra uma coreografia de gestos, poses e palavras num espaço comum com a audiência em que toda a acção irá desenvolver-se a partir das relações produzidas através de operações como testemunhar, narrar, ser parte de, interpretar, memorizar, interpelar e atribuição de sentido.

    Conceito e Performance: Jorge Gonçalves
    Colaboração Artística: Ana Rocha e Peter Stamer
    Produção: MEZZANINE
    Agradecimentos: Andrea Božic, Daniel Kok, Goro Tronsmo, Keith Lim, Hanna Hegenscheidt, Jeroen Fabius, Philipp Gehmacher, Sabina Holzer, Sher Doruff, Sybille Müller e toda a equipa e estudantes do Amsterdam Master of Choreography 2012/14.

    :::

    Espaço MIRA
    Rua de Miraflor 159, 4300-334, Campanhã, Porto
    terça a sábado, 15:00 – 19:00
    [email protected]
    929 145 191 // 929 113 431

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