Nicht Schlafen (Não Dormir)

    Quando:
    8 Mai 2017 > 9 Mai 2017 todo o dia
    2017-05-08T21:30:00+01:00
    2017-05-09T21:30:00+01:00
    Onde:
    Teatro Nacional São João
    Praça da Batalha
    4000-102 Porto
    Portugal
    Custo:
    7,5-16€
    [:pt]Nicht Schlafen (Não Dormir)[:] @ Teatro Nacional São João | Porto |  | Portugal
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    NICHT SCHLAFEN (NÃO DORMIR)
    Festival DDD – Dias da Dança
    8+9 Maio | Teatro Nacional São João
    seg+ter 21:30

    « direção: Alain Platel

    « composição e direção musical: Steven Prengels
    « dramaturgia: Hildegard De Vuyst
    « dramaturgia musical: Jan Vandenhouwe
    « cenografia: Berlinde De Bruyckere
    « desenho de luz: Carlo Bourguignon
    « desenho de som: Bartold Uyttersprot
    « figurinos: Dorine Demuynck
    « assistência artística: Quan Bui Ngoc
    « assistência de direção: Steve De Schepper

    « criação e interpretação: Bérenger Bodin, Boule Mpanya, Dario Rigaglia, David Le Borgne, Elie Tass, Ido Batash, Romain Guion, Russell Tshiebua, Samir M’Kirech

    « produção: les ballets C de la B
    « co-produção: Ruhrtriennale, La Bâtie-Festival de Genève, TorinoDanza, La Biennale de Lyon, L’Opéra de Lille, Kampnagel Hamburg, MC93 – Maison de la Culture de la Seine-Saint-Denis, Holland Festival, Ludwigsburger Schlossfestspiele, NTGent

    « estreia: 1Set2016 Jahrhunderthalle, Ruhrtrienale (Alemanha)
    « dur. aprox. 1:40

    Um grupo de homens junta-se à volta de alguns cavalos mortos para executar um ritual. Resumida assim numa frase, Nicht Schlafen poderá parecer algo como uma história. Mas tudo vem imediatamente contradizer essa ideia. A área do culto arcaico é delimitada por um cobertor gigantesco. E entre os homens conta-se uma mulher. Será uma encenação de uma nova Sagração da Primavera? Voltará uma mulher a ser sacrificada como expiação da masculinidade enfraquecida?

    A nova produção de Alain Platel usa a obra do compositor austríaco Gustav Mahler como ponto de partida, por proposta de Gerard Mortier. Para Platel, não foi amor à primeira vista. A princípio, não sentia particular afinidade com a era a que Mahler dá expressão no seu trabalho: um tempo de grande aceleração e rutura que conduziu à Grande Guerra. Mas, por fim, Platel encontrou no nervosismo e agressividade, na paixão e desejo ardente por uma harmonia perdida expressos pela música de Mahler correspondências com as imagens que procura no seu trabalho.

    O responsável pela direção musical é o compositor Steven Prengels. Nos seus ambientes sonoros, contrasta Mahler com cantos polifónicos africanos e sons de badalos ou animais adormecidos. Quanto à cenografia, assistimos aqui à primeira colaboração de Alain Platel com a artista plástica Berlinde De Bruyckere. Une-os o amor pelos grandes temas do sofrimento e da morte. Acompanhados por um grupo de nove bailarinos, lançaram-se à procura de um potencial transformador, com a esperança incerta de que tudo não acabará em destruição generalizada. Esse potencial, essa possibilidade, é aquilo que este grupo de bailarinos procura em cada espetáculo, num trabalho sem rede. Uma dança de vida e de morte.

    les ballets C de la B